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<url><loc>https://aguasprofundasamazonia.com.br/videos/boiuna-cobra-grande/</loc><video:video><video:thumbnail_loc>https://i.ytimg.com/vi/KQyY31zHmY8/maxresdefault.jpg</video:thumbnail_loc><video:title>Dossiê Boiúna: a Maior Cobra Dorme Sob os Rios do Pará</video:title><video:description>O episódio percorre as versões da Boiúna contadas às margens dos rios do Pará: guardiã das águas para uns, devoradora de barcos para outros, sempre anunciada pelos mesmos sinais, a correnteza que para, o peixe que some, o ar pesado. Depois vai aos livros. Em O Selvagem, de 1876, Couto de Magalhães não registra o nome Boiúna, mas registra a Cobra Grande, numa lenda tupi sobre a origem da noite, que estava adormecida no fundo das águas. Sílvio Romero reproduziu o mesmo conto em 1897. O vídeo também narra casos de pescadores e viajantes contados como acontecidos. Não encontramos documento para eles, e por isso esta página fica com o que tem fonte: a lenda de 1876 e a tradição oral, apresentada como tal.</video:description><video:player_loc>https://www.youtube-nocookie.com/embed/KQyY31zHmY8</video:player_loc><video:duration>937</video:duration><video:publication_date>2026-09-25T20:31:06+00:00</video:publication_date><video:live>no</video:live></video:video></url>
<url><loc>https://aguasprofundasamazonia.com.br/videos/cobra-grande-mae-no-pote/</loc><video:video><video:thumbnail_loc>https://i.ytimg.com/vi/_qg-YxdwmuM/maxresdefault.jpg</video:thumbnail_loc><video:title>A Cobra Grande Nunca Achou a Mãe Escondida no Pote</video:title><video:description>A história vem do rio Negro, contada em língua geral e traduzida por Barbosa Rodrigues. Uma mulher pede abrigo na casa de um homem casado, fia algodão e passa fome. Ele põe um fio de cabelo humano num ovo de mutum, ela come, a barriga cresce, e de dentro dela uma voz responde. Quando a cobra sai e sobe pela sorveira, o homem engana o filho com uma sorva cheia de cuspe e esconde a mãe num pote, debaixo da terra. Sem achar fundo no rio, a cobra sobe ao céu e deixa um pedido ao homem que chama de avô: responder quando ela chamar e capinar a roça quando ela aparecer, porque é o começo do verão. Na versão do Solimões não há homem nem truque. A mãe foge, a cobra pede a mãe à avó, e a avó dorme enquanto a voz chama do alto. O livro diz que é por isso que só lagartos, cobras e árvores trocam de pele. Depois das duas versões, o vídeo lê o rodapé em que Barbosa Rodrigues registra duas pessoas sérias, sem nome, que diziam ter visto a cobra, uma delas em 1835 sob o forte de Belém. Passa pela sucuruju que o naturalista Henry Walter Bates viu ser morta no rio Cupari, pelos igarapés que Herbert Smith ouviu chamarem de rastro da cobra e por dois trechos de Couto de Magalhães: o lago Juá, onde os pais deixavam a filha numa ilhota, e o Honorato de Cametá, que, diziam, viajava pelo fundo dos rios.</video:description><video:player_loc>https://www.youtube-nocookie.com/embed/_qg-YxdwmuM</video:player_loc><video:duration>1053</video:duration><video:publication_date>2026-10-18T23:00:00+00:00</video:publication_date><video:live>no</video:live></video:video></url>
<url><loc>https://aguasprofundasamazonia.com.br/videos/lenda-do-curupira/</loc><video:video><video:thumbnail_loc>https://i.ytimg.com/vi/DLDrKb-u_fw/maxresdefault.jpg</video:thumbnail_loc><video:title>A Lenda do Curupira: o Dono da Mata que Castiga Caçadores</video:title><video:description>O episódio começa por uma frase de exercício. Em 1876, Couto de Magalhães publicou O Selvagem, com um curso de língua tupi, e entre as frases para treinar está a pergunta: você algum dia viu o Curupira? A resposta do exercício é que sim, uma vez, no mato. Daí o vídeo percorre o que se conta nas comunidades ribeirinhas e o que está nos livros: a carta do jesuíta José de Anchieta, de 1560, que já fala dos corupiras temidos pelos indígenas; o Curupira de Couto de Magalhães, guardião das florestas, que bate nas sapopemas antes da tempestade e condena quem estraga árvores a se perder na mata; e a Caipora do conto do jabuti, recolhido por Sílvio Romero. Os castigos de caçadores, madeireiros e pescadores são narrados como relato oral, sem nome, data nem documento, e o vídeo diz isso em voz alta. Nesta página, só o que tem fonte aparece como fato.</video:description><video:player_loc>https://www.youtube-nocookie.com/embed/DLDrKb-u_fw</video:player_loc><video:duration>1166</video:duration><video:publication_date>2026-10-08T23:00:43+00:00</video:publication_date><video:live>no</video:live></video:video></url>
<url><loc>https://aguasprofundasamazonia.com.br/videos/lenda-do-jurupari/</loc><video:video><video:thumbnail_loc>https://i.ytimg.com/vi/VM-BZItxvs4/maxresdefault.jpg</video:thumbnail_loc><video:title>Jurupari: o Espírito da Amazônia que os Missionários Chamaram de Diabo</video:title><video:description>Em 1850, Wallace deixa o irmão mais novo em Barra do Rio Negro e sobe o rio atrás de duas coisas: uma ave-guarda-chuva branca e a cachoeira que os comerciantes chamavam de cachoeira do Jurupari, a do Diabo. No rio Uaupés ele anota o que os povos de lá diziam: quando troveja, é o Jurupari com raiva; no eclipse, é ele matando a lua. Em 1851 recebe cartas velhas de Belém: o irmão pegou febre amarela. Ninguém mais escreve. Em 1852 Wallace sobe cinquenta cachoeiras do Uaupés, ainda fraco da febre. A última grande antes da do Jurupari se chama Uacorouá, que ele traduz por goatsucker, um Caprimulgus: o mesmo tipo de pássaro da noite que o capuchinho Ivo d&#x27;Evreux, no Maranhão de 1613, afirmou ser o próprio demônio, segundo Barbosa Rodrigues. Wallace para a uma semana da cachoeira. Entre os objetos que junta no Uaupés, o item 29 da lista: oito trombetas grandes, a música do Jurupari. No meio, o vídeo volta a 1613, à ilha do Maranhão: os frades capuchinhos franceses ouvem dos índios que o jeropary aparece e os atormenta, e Claude d&#x27;Abbeville deixa escrito: mas nós nunca o vimos. Outro frade, Ivo d&#x27;Evreux, jura ter visto o demônio, e era um pássaro da noite. Depois vêm a frase latina de Laet e Marcgraf, &#x27;simpliciter diabolum&#x27;, e o que Couto de Magalhães e Herbert Smith acharam por baixo do nome. Termina com o incêndio do brigue Helen em 6 de agosto de 1852, os dez dias nos botes e a perda de tudo o que Wallace levava. As trombetas e o ritual não aparecem no vídeo, por respeito ao segredo dos povos do Uaupés. A lista completa dos cronistas que fizeram do Jurupari o Diabo (Anchieta e Nóbrega, Cardim, os capuchinhos) está nesta página, abaixo; a tradição do Jurupari é dos povos do rio Uaupés e do Maranhão, e os livros são de quem anotou de fora.</video:description><video:player_loc>https://www.youtube-nocookie.com/embed/VM-BZItxvs4</video:player_loc><video:duration>756</video:duration><video:publication_date>2026-10-21T23:00:00+00:00</video:publication_date><video:live>no</video:live></video:video></url>
<url><loc>https://aguasprofundasamazonia.com.br/dormir/lendas-amazonicas/</loc><video:video><video:thumbnail_loc>https://i.ytimg.com/vi/GuqXC3AdCd4/maxresdefault.jpg</video:thumbnail_loc><video:title>Histórias de Terror da Amazônia para Dormir | Lendas dos Rios, lidas devagar (1h31)</video:title><video:description>Em 1890, o botânico João Barbosa Rodrigues publicou no Rio de Janeiro o Poranduba Amazonense, uma coletânea de contos que ele ouviu e anotou na língua geral entre 1872 e 1887. Poranduba, nas palavras dele, quer dizer histórias fantásticas, fábulas. Este episódio lê alguns desses contos, um por capítulo, e entre um e outro acompanha as páginas de dois viajantes que passaram pelos mesmos rios: Henry Walter Bates, que publicou o seu livro em 1863, e Herbert Smith, em 1879. Perto do fim, quando a noite já está funda, entra uma lenda literária: a Yara contada por Affonso Arinos, publicada em 1917. Cada capítulo se entende sozinho. Não é preciso guardar nenhum nome, e não há susto no meio do caminho para acordar quem já dormiu. Tudo o que se ouve foi lido nos livros originais, de domínio público, e cada fato tem a sua página. A redação e as traduções do inglês e do português de 1890 são nossas. Onde o livro não diz, a narração também não diz.</video:description><video:player_loc>https://www.youtube-nocookie.com/embed/GuqXC3AdCd4</video:player_loc><video:duration>5216</video:duration><video:publication_date>2026-10-15T00:00:38+00:00</video:publication_date><video:live>no</video:live></video:video></url>
<url><loc>https://aguasprofundasamazonia.com.br/dormir/lendas-dos-rios/</loc><video:video><video:thumbnail_loc>https://i.ytimg.com/vi/RIkKqGScqE0/maxresdefault.jpg</video:thumbnail_loc><video:title>Histórias dos Rios para Dormir: Boto, Iara e Cobra-Grande | Lendas do Norte lidas devagar</video:title><video:description>O episódio abre livros antigos que guardaram as lendas da água do Norte e lê um trecho de cada, em voz baixa, com o som de um rio passando por baixo. Há o conto da lua que chorou um rio, o boto que Couto de Magalhães pôs entre os protetores dos peixes, as moças da água com flores no cabelo, um conto de fadas sobre a Mãe-d&#x27;Água recolhido no Rio de Janeiro e a lenda tupi que explica de onde veio a noite. Entre uma lenda e outra entram as páginas de quem viajou por esses rios. Henry Walter Bates ouve os botos respirando no escuro, passa uma noite numa praia de areia ouvindo histórias até depois da meia-noite e sobe o Solimões por trinta e cinco dias. Mais para o fim vêm os cronistas do século dezesseis, com a carta de Anchieta e os seres que moram na água, chamados ipupiara. Cada capítulo se entende sozinho, e não é preciso guardar nenhum nome. As partes duras dos livros ficaram de fora: o que se ouve é o tom de quem lê à beira do rio. Onde o livro não diz, a narração também não diz, e quando um autor dá a sua opinião, ela vem com o nome dele.</video:description><video:player_loc>https://www.youtube-nocookie.com/embed/RIkKqGScqE0</video:player_loc><video:duration>5674</video:duration><video:publication_date>2026-10-17T00:00:00+00:00</video:publication_date><video:live>no</video:live></video:video></url>
<url><loc>https://aguasprofundasamazonia.com.br/videos/mapinguari/</loc><video:video><video:thumbnail_loc>https://i.ytimg.com/vi/vRoL0H17tx8/maxresdefault.jpg</video:thumbnail_loc><video:title>O Cientista que Caçou o Mapinguari: 7 Caçadores e 1 Frasco</video:title><video:description>O Mapinguari nasceu na boca de quem trabalha no mato: seringueiros, caçadores, garimpeiros. Não está nos livros de folclore do século dezenove; chega ao papel num romance dos seringais, Deserdados, de 1922. Em 1993, David Oren, ornitólogo do Museu Paraense Emílio Goeldi, publicou a pergunta: e se a lenda guardasse a memória de uma preguiça-terrícola, das que a ciência dá como extintas? Em 2001 escreveu que sete caçadores diziam ter matado um Mapinguari, e que três tinham guardado pedaços e depois jogado tudo fora. O vídeo termina no laboratório. O pelo recolhido em campo era de cutia, e as fezes só mostraram, numa amostra, tamanduá-bandeira. A ciência não confirmou o Mapinguari, e o episódio diz isso com todas as letras. O que ficou foi a pergunta que Oren deixou no papel: o que, afinal, aqueles sete caçadores mataram?</video:description><video:player_loc>https://www.youtube-nocookie.com/embed/vRoL0H17tx8</video:player_loc><video:duration>986</video:duration><video:publication_date>2026-10-15T23:00:00+00:00</video:publication_date><video:live>no</video:live></video:video></url>
<url><loc>https://aguasprofundasamazonia.com.br/videos/matinta-pereira/</loc><video:video><video:thumbnail_loc>https://i.ytimg.com/vi/lSDxn10EiUw/maxresdefault.jpg</video:thumbnail_loc><video:title>Matinta Pereira: a Lenda do Pará que Cobra Fumo</video:title><video:description>A Matinta Pereira vive quase toda na tradição oral. O episódio acompanha o que se conta nas comunidades do Pará e de outros rios da Amazônia: o assobio que vem antes, a velha que não fala, a cobrança de fumo e as versões em que ela castiga quem não paga. No meio do caminho, o vídeo pergunta por que justamente fumo, e lê a lenda como uma regra da comunidade: quem acredita nela não corta árvore à toa, não pesca sozinho de madrugada e não entra na mata sem avisar. No fim, aponta uma ausência: em O Selvagem, de Couto de Magalhães (1876), com dezenas de lendas tupi recolhidas em campo, ela não aparece. Nesta página acrescentamos um registro que o vídeo não cita, o do naturalista Herbert Smith, de 1879, com a página.</video:description><video:player_loc>https://www.youtube-nocookie.com/embed/lSDxn10EiUw</video:player_loc><video:duration>1092</video:duration><video:publication_date>2026-10-01T23:00:00+00:00</video:publication_date><video:live>no</video:live></video:video></url>
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