A lenda do Jurupari é a de um espírito da noite dos povos indígenas do norte do Brasil que os missionários, desde o século XVI, passaram a chamar simplesmente de Diabo. Couto de Magalhães escreveu em 1876 que, segundo os índios, o Jurupari é "um ente que de noite cerra a garganta das creanças, ou mesmo dos homens, para trazer-lhes afflicções e máos sonhos". O vídeo conta essa troca de nome pela viagem do naturalista Alfred Russel Wallace, que em 1852 levava oito trombetas do Jurupari num navio que pegou fogo no Atlântico.
A lenda do Saci, nas cartas de 1917, não é a do mascote de festa escolar: é a de um diabinho peludo, de camisa vermelha e uma perna só, que a mãe de uma menina de quatro anos usava para as crianças dormirem, e que gente adulta jurava ter visto numa porteira, numa estrada ou num quarto de arreios. Em janeiro de 1917 o jornal O Estado de S. Paulo pediu aos leitores que contassem como receberam o Saci quando crianças; as respostas viraram, em 1918, o livro O Sacy-Perêrê, organizado por Monteiro Lobato. O vídeo conta a primeira carta, a de uma senhora que passou anos vendo o Saci em qualquer sombra, e as mais escuras que vieram depois.
A lenda da Matinta Pereira, do Pará, fala de um assobio na trilha, à noite, e de uma velha que cobra fumo de quem passa. Este vídeo reúne o que se conta de rio em rio e mostra o que, dessa lenda, chegou ao papel.
O Mapinguari existe? Nenhuma prova física confirmou: as amostras das expedições de David Oren, do Museu Goeldi, deram pelo de cutia e DNA de tamanduá-bandeira. Este dossiê segue o ornitólogo que ouviu os caçadores como quem ouve um dado e foi à mata atrás de prova, com barco e frasco.
- Duração
- 57 minutos, 4 partes, 19 capítulos
- Narração
- voz sintética, com pesquisa e revisão humanas
- Idioma
- português do Brasil
- Fontes
- Wallace (1853), Couto de Magalhães (1876), Lobato (1918), Oren (1993, 2001) e outras abaixo
- Publicado
- estreia em 1º de novembro de 2026, 20h