Fontes
Cada episódio nasce de fonte de domínio público e de relato oral. Quando não há registro escrito, a narração diz que não há, em vez de inventar um.
- Couto de Magalhães — O Selvagem (1876) (Internet Archive (domínio público))
Vinte e três lendas tupi recolhidas em campo, com o texto em nheengatu e a tradução. É a fonte primária mais antiga que usamos, e é dela que saem as menções à Cobra Grande e ao Curupira. Quando uma criatura NÃO aparece nela, o episódio diz isso. https://archive.org/details/O_Selvagem - Sílvio Romero — Contos Populares do Brasil (1885) (Internet Archive (NOT_IN_COPYRIGHT))
Primeira grande coletânea de contos populares brasileiros, com a origem (indígena, portuguesa, africana) anotada conto a conto. Romero morreu em 1914; a obra é de domínio público. https://archive.org/details/contospopulares00romegoog - Wikisource em português (CC BY-SA 4.0 (obras em domínio público))
Transcrições colaborativas de obras em domínio público, entre elas trechos de Romero e de Couto de Magalhães. Usamos para conferir grafia e paginação. https://pt.wikisource.org/ - Hemeroteca Digital Brasileira (Biblioteca Nacional) (Acervo público)
Jornais brasileiros digitalizados. É onde procuramos o registro de imprensa de um caso antes de contá-lo. O fato é livre; o texto do jornal, quando protegido, é reescrito. https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/ - Tradição oral ribeirinha
Relatos que circulam nas comunidades do Pará, do Maranhão e do Amazonas. Quando um episódio se apoia neles, a narração marca: "contam", "dizem", "há quem jure". Não há registro escrito, e a gente diz que não há, em vez de inventar um.
Sobre Câmara Cascudo
Luís da Câmara Cascudo (1898–1986) é citado como autor de hipóteses — por exemplo, sobre a origem de um nome — mas o texto dele não é reproduzido: a obra fica protegida por direitos autorais até 2057 (Lei 9.610, art. 41). Ideia não tem copyright; expressão tem.
O que não usamos
Textos de autores vivos ou protegidos, histórias de fóruns cujos autores detêm os direitos (r/nosleep e similares), enciclopédias com licença não comercial. Se um caso vem de jornal, o fato é contado com palavras nossas e a data e o veículo são citados na narração.